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Autor
Rosane Veiga
47 anos
Goiânia 
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Artigo
A DOR DE AMAR
08-02-2010 | Visto: 5 vezes

A minha dor não advém das coisas vividas,mas das coisas que sonhei
e não se cumpriram.
Por que sofro tanto por amor?
O certo seria não sofrer,apenas agradecer por ter conhecido
uma pessoa tão bacana,que gerou em mim um sentimento intenso
e que me fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofro por quê?

Porque automaticamente esqueci
o que foi desfrutado e passei a sofrer pelas minhas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaria de ter conhecido ao seu lado
e não conhecemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,pela eternidade.

Sofro não porque envelheço,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de mim,impedindo assim que mil aventuras me aconteça,
todas aquelas com as quais sonhei e nunca cheguei a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não dei,
nas forças que não usei,
na prudência egoísta que nada arrisca,e que,esquivando-se do sofrimento,
perdi também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Achei que essa dor fosse durar para sempre,de tanto que doía.
Não era dor física,daquelas que a gente põe a mão pra amenizar.
Era dor de amor.Não tive a sorte de um amor tranqüilo.
Sentia o coração sendo rasgado, em finos trapos,
bem devagarinho. Doendo... Rasgando... Ferindo... Sangrando...

O chão que me faltou aos pés era o buraco em que eu queria me enterrar.
explodir meus pulmões de tanto chorar,me matar pra ver se te matava,
Te matar pra ver se renascia.
No fundo, só queria te fazer sentir aquilo que eu sentia,
te sobreviver do meu amor.

Quantas vezes quis abrir seu peito,
te arrancar o coração e colocar o meu no lugar.

Toma!
Experimenta me amar como eu te amo.

Quantas vezes quis rasgar meu peito, te tirar lá de dentro
e dizer: vai! Segue teu caminho e esquece que eu existo,
já não te preciso mais. Me venci. Te matei em mim.
Tudo ilusão... Um amor desse tamanho não se mata assim.

Sonhei tantas vezes com o momento de te deixar que cheguei a te odiar.
Te amava e te odiava, te odiava mas te amava.
E te sufocava com meu desejo. E me viciava. E me afogava. E me afundava.
Eu estava doente de você. Passa, isso passa com o tempo, você dizia.
Hoje tenho que dizer que tem razão. Ainda te amo. Mas calmo, suave.
Ainda te amo.Mas me permito amar outras pessoas.
Ainda te amo. Mas me permito viver sem você.
Ainda te amo. Mas existo pra mim...





 

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